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terça-feira, 13 de novembro de 2012


— Nossa, como ela tá linda!
— Ei cara, aquela ali é a minha namorada
— É dela mesmo que eu tô falando. Ela tá linda demais. Mudou a cor e o corte de cabelo né, e está vestindo umas roupas mais curtas. Um mulherão. Gostei. Mas me parece que as manias são as mesmas. Reparei pelo o jeito de sorrir, olhe lá. Ela sorri e junto se destaca as suas covinhas. Sempre me amarrei no sorriso dela, mas ela tinha vergonha quando eu falava das covinhas. Ela nunca gostou. Quando ela está ansiosa, ela morde os lábios e começa a esfregar as mãos. Já notou? Ela soa demais. Aí é só você colocar pra tocar “Coldplay” que ela se tranquiliza. Não se esqueça que “Lost” é a preferida dela, viu? Ela sempre disse que acalma, e as vezes eu até pegava meu violão e tocava, ao invés de colocar o cd. Você sabe tocar violão né? Se não souber, melhor aprender. Lembro bem que ela sempre dizia que ia casar com um tipo de cara assim. E quando ela está nervosa? Fácil demais perceber. Aquela enrugadinha na testa não esconde nada de ninguém. Brigadeiro tá? Não tem nada melhor do que falar que vai fazer um brigadeiro para acompanhar de um filmezinho, que ela não se tranquiliza. E deixa ela falar. Deixa ela falar, gritar, xingar o quanto quiser. Aí quando ela der uma pausa para respirar, você a puxa para perto e diz que a ama olhando nos olhos. Ela nunca resiste, te garanto. Vez ou outra faça alguma piadinha, ou cóssegas para fazê-la rir. E sabe aqueles períodos que ela está de TPM? Então, é quando ela mais precisa de você cara. Evita de falar com algumas garotas, e fique mais tempo com ela. Desmarca o futebol, a saida com os amigos, a festa da escola… TUDO. Apenas fique com ela. Não posso esquecer que ela pira num video-game. Nem parece né? Mas “Mario Kart” sempre foi seu preferido. E deixe ela ganhar. Tudo bem que ela vai te zoar e encher o seu saco pelo o resto do dia, mas aquela gargalhada dela de vitória é uma delícia. Dá vontade de gravar pra poder ouvir de novo, de novo e de novo. Se você a fizer chorar, recompense. Sei lá, mande bombons. Bombons de morango, de preferência. Ela se amarra. Ou então um buquê de flores. Não é qualquer flores, tem que ser tulipas. Chame para um jantar, ou um cineminha. Olha meu caro, não fique mandando SMS e ligando o tempo todo não, porque ela não gosta. Ela sempre fala que irrita. Tá que ela irritada é uma gracinha. Ela faz um biquinho de brava que dá vontade de morder, eu sei. Mas olha só, uma hora ou outra dê uma ligadinha de madrugada, faça ela acordar e diz que a ama. É coisa boba, eu sei. Só que no outro dia ela sempre fica de bom humor. Eu gosto dela de bom humor. E de mau humor também. Gosto dela de todos os jeitos. Não esquece de nenhuma data comemorativa, nunca desmarque compromissos com ela, e ela é fã de “Nicholas Sparks”. Você não o conhece né? É um escritor aí. São melosos os livros dele, tu vai ver. Até porque, ela vai te obrigar a ler ou assistir um de seus filmes. Então se lançar um livro novo, seja o primeiro a comprar. E se lançar um filme novo, a leve para assistir. Assista o filme quantas vezes ela quiser. Parece que ela nunca enjoa. Lembro que eu sempre dormia na parte preferida dela, e ela me acordava com uns tapas. O que foi? Não vai me dizer que você nunca assistiu “Um Amor Para Recordar”? Cara de que mundo você é? E não se esqueç…
— Pera aí, mas do que é que você está falando? Eu nem te conheço cara. Quem é você?
— Sou apenas o ex namorado dela.”


domingo, 11 de novembro de 2012

ENFERMAGEM !



Hoje eu tive “ quase” certeza, que a enfermagem assim como o Sistema Único de Saúde, é uma utopia e um descaso com os pacientes. A paciente chega ao Hospital Pink* as 6:00 da manhã com placas eritematosas por todo corpo, mãos e orelhas edemaciadas, com prurido, porém só é atendida as 8:00 da manhã, pelo fato de conhecer uma das técnicas de enfermagem do local e não agüentar mais se coçar, ao ser atendida pelo médico acaba sabendo que não foi atendida antes, porque o médico que estava no plantão, desde a noite anterior, esperou o médico que chegaria as 7:00 da manhã para fazer a passagem de plantão e começar a atender os demais pacientes da emergência, fica sabendo também que existia naquele momento 4 médicos para fazer atendimento da emergência, mais que nenhum deles se dispõe a atender os pacientes, a paciente deve diagnóstico, que aquilo poderia ser acontecido por alergia alimentar, foi passado  alguns medicamentos para serem administrado no hospital, mais nenhum para tomar em casa ou restrição alimentar. Outro fato que me chamou atenção foi que já na sala para administrar medicamentos, o despreparo da profissional, pelo fato dela ter esperado o retorno de uma quantidade de sangue considerável para administrar o medicamento, após essa administração de quase 20ml, mandou a paciente se levantar e ir embora, como assim? E o tempo de espera, para a paciente não se sentir tonta ou desmaia, este por sua vez não foi levado em consideração.
A paciente retorna ao mesmo hospital as 17:00 com os mesmo sinais e sintomas, o que me chama atenção logo na entrada, é a perca do prontuário da paciente. Como assim? A paciente estava no hospital pela manhã e a tarde já não se sabe onde está o prontuário? Imagine se ela só retornasse daqui a 2 dias com os mesmos sinais e sintomas, iria tomar a mesma medicação que já foi administrado e não fez efeito. Falta de organização, falta de ética com os pacientes, falta de comprometimento, descaso com a saúde e pacientes. Porém o atendimento só ocorre as 18:30, como assim? Emergência e você passa mais de meia hora para ser atendido em um local, onde não passava de seis pacientes para serem atendidos. Isso tudo ocorre em meio a técnicas e enfermeiras desfilando pelos corredores dos hospital, conversando, sem qualquer tipo de identificação.
Ao ser atendida pelo médico, os demais profissionais entram e saem da sala, sem bater na porta, pedir licença, dar boa noite aos pacientes, será que além de não exercerem suas funções, não foram educados por suas família ou a faculdade e os cursos técnicos não lhe ensinaram boas maneiras? Além de tudo isso, interrompem a consulta, a enfermeira por sua vez termina de fazer as prescrições e evoluções dos prontuários, a beira da pia, em cima de banco. Ao passar para a sala de administração de medicamentos, nos deparamos com uma sala super lotada de pacientes, alguns com soro, outros esperando para serem medicamentos a algum tempo cerca de 10 minutos e cadê os profissionais? Bom nessa mesma sala tinha quatro técnicos, uma pessoa que trabalhava no berçário, um técnico da SAMU que chegava com uma paciente que havia sofrido um acidente de modo e um porteiro, o que todos fazia na sala cheia de pacientes e todos esses profissionais aglomerados? Eles simplesmente conversavam, sabe quando eles resolveram trabalhar ou melhor ainda mostrar serviço, quando o médico entrou na sala para ver a paciente do acidente de modo.
O pior de tudo ainda estava por vim, a paciente tinha prescrição de um medicamento IM, que por falta de local e superlotação, foi administrada no banheiro da sala, nesse meio tempo foi observado o despreparo dos profissionais, pelo fato da técnica ter dificuldade em colocar o esfigmo. para eferir a PA e aferiu de forma totalmente errada.
O ponto forte de todo esse atendimento é que nenhum dos profissionais utilizavam os EPIs necessários, principalmente as luvas, apesar de ter duas caixas bem a sua frente e perto deles, depois que ocorre os acidentes de trabalho a culpa é a sobrecarga de trabalho, falta de material, isso ou aquilo, na verdade a culpa muitas vezes são dos próprios profissioanis ou mais ainda da própria enfermagem, que não se poe em seu lugar. Para exercer suas funções conforme seu Código de Ética, em momento algum foi feita a triagem dos pacientes pelo enfermeiro, alias, cadê o enfermeiro? Eu até o momento não o encontrei naquela ocasião e nem o identifiquei em meio a todos aqueles profissionais. E nem muito menos existia algum enfermeiro para fiscalizar e orientar os demais prossifionais nas suas funções objetivas, fato bastante interessante, pois uma vez liguei ao hospital em busca de uma enfermeira para realizar um trabalho e me informaram que eu tinha que saber com qual enfermeira queria falar, pois no hospital tinha quatro profissionais e a cada turno era uma diferente, mais isso aconteceu a uns dois anos, será que agora elas foram resumidas a nenhuma? Não sei e nem posso saber, afinal a enfermagem naquele local não existi ou tem só o nome, porque nem sala eles tem.
Observando tudo, percebi que o local onde estavam os medicamentos era uma total bagunça que todos poderiam notar, ai começo a compreender um pouco, porque acontece tantos erros na administração de medicamentos, confusão quanto aos acessos e alimentação, este descaso ocorre pela falta de estrutura, estudo e despreparo dos profissionais, principalmente a enfermagem, que não exerce sua função de fiscalizar, orientar, humanizar e se necessário até educar e ensinar boas maneiras e a total falta de comunicação entre paciente < == > profissional.
O que venho percebendo é que hoje em dia além do descaso com a saúde, a enfermagem está mais desvalorizada ainda por conta dos seus erros, falta de preparo, de comunicação, humildade, educação, mal remunerados, carga de trabalho excessiva, contudo, o vejo mais evidente é que, as auxiliares querem exerce funções das técnicas, estas por sua vez querem fazer as funções da enfermeira, que por sua vez, é uma profissional frustrada que não conseguiu fazer medicina e quer exercer as funções do médico, isso também pode acontecer por medo de perde seu emprego elas acabam se sujeitando a isso, mostra-se assim, que estas não conhecem profundamente o curso que fizeram ou código de ética assim, como sua legislação. Dessa forma não são capazes de lutar por seus direitos, assim como exercer seus deveres perante a sociedade.

Eu realmente fico muito triste quando vejo que profissionais recém- formados, não se esforçam para colocar em prática tudo que aprendeu enquanto acadêmico, eu sei e tenho consciência que nem tudo que vamos aprender vamos fazer, mais se pelo menos agente conseguir mudar um pouco, se todo mundo fizer um pouco, pouco a pouco vamos conseguir exercer a enfermagem de forma ampla, eu vos digo com toda sinceridade, isso pode ser até imaturidade, mais se quando eu me forma e for trabalhar, eu não conseguir exercer ou tentar exercem o que a enfermagem realmente é, eu prefiro não trabalhar, prefiro ficar na minha casa, do que proporcionar um atendimento que não é digno as pessoas que não tem acesso a informação como deve ser. A enfermagem, abaixa a cabeça para qualquer empecilho. que colocam na sua frente e se tornam profissionais acomodados, que pensam, eu faço o que posso, o que importa pra mim é meu salário no final do mês, e o juramento que você fez ao concluir o curso? Este você já esqueceu porque o que importa para muitos agora é o salário, é a quantidade e não a qualidade de atendimento prestado. Vamos abrir os olhos, é desse jeito que todos queremos que a enfermagem seja valorizada? Penso que não, vamos nos unir, lutar e mostrar não só a população como os demais profissionais da saúde,  o poder, determinação e dedicação que a enfermagem tem.
A enfermagem é uma ciência, mais acima de tudo é uma arte, É CUIDAR !


*( nome fictício), para não comprometimento da instituição e da acadêmica.

Por: Raquel Bianca, acadêmica de Enfermagem. 




terça-feira, 6 de novembro de 2012

APROVAÇÃO (: CONCURSO ;*

Acorda com uma notícia dessa, não tem coisa melhor.
Obrigada MEU DEUS, Por todas as maravilhas e bençãos que estão acontecendo na minha vida em tão pouco tempo.